sábado, 6 de dezembro de 2008

Flashes

Eu sabia que tinha uma loja de móveis usados naquela rua, tinha visto na internet. Mas eu não sabia que a rua era tão longa. Não sei quanto eu tinha andado, mas foi muito. Achei a loja, não valeu a pena. Resolvi ir mais um pouco pra frente, pra ver se achava outra. Achei a Marquês de Sapucaí. É, eu tinha andado muito.


Desespero: Um caminhão de lixo fedido parado na rua ao meu lado. Eu ando, o caminhão anda um pouco. Eu continuo, o caminhão me acompanha.


- Boa noite, vocês têm esfirra de quê?
- Tem de queijo e... (olhando pelo balcão) queijo.
- Ah, me vê então uma esfirra de queijo.
...
- Queijo?


Uma cliente sentada horas na minha mesa. Pareciam horas mesmo.
- Os catarinenses são um povo muto fechado, minha nora é de lá e tá influenciando meu filho. Eles são tão fechados que não têm negros na população, eles não aceitam se misturar com os negros. Quando mostram as enchentes na tv, a gente quase não vê negros. E os catarinenses são muito cheios de pose. Mesmo depois de toda a tragédia, continuam com nariz em pé. Sabe qual foi a cidade que mais sofreu com a enchente? Blumenau. Lá eles têm aquela Oktoberfest. Ninguém entendeu por que aquela região foi a mais afetada. Mas nós evangélicos entendemos...
Levantei na hora.
- Com licensa, vou lá na impressora pegar a ficha de cadastro para a senhora assinar. (E poder ir embora de uma vez, putaqueopariu!!!!)


Um peidinho no trabalho... vontade de cagar. Uma cagada de respeito.


Eu e o apartamento, finalmente juntos.

2 comentários:

Ana disse...

Meu Deus... quanta coisa...
Móveis usados... às vezes vale mais a pena comprar uma coisa novinha nas casas bahia, nem sai tão mais caro.
Eeeee, apartamento novo! Bem melhor chegar em casa, e realmente é a tua casa! (tá, não tão realmente...)
Olha.... ciudado pra não entupir as privadas por aí! Hahhahah!

Tuti disse...

Não sei quanto ao cheiro da esfirra... Mas tudo mais foi fedido. (Sai um spray de Bom Ar, fora do gelo, please)